segunda-feira, 12 de março de 2012

Valentino Boro (A Chegada)



Graças ao trabalho do nosso "primo" Paulo Naves de Mendonça, neto de Augusto Borro e bisneto de Valentino Borro (no Brasil renomeado "Valentim"), publico aqui este novo documento.
O Paulo conseguiu, junto ao memorial do  imigrante (antiga hospedaria do imigrante) em São Paulo-SP), a lista de chegada de 14 familiares, chefiados por Antonio Boro, ao porto de Santos em 15/04/1888.
Nesta lista é citado meu bisavô, Giovanni Boro, mas como tendo 14 anos, quando outros documentos afirmam que ele era mais novo que Valentino, portanto teria 4 anos de idade.
Fora esse detalhe, o documento é uma preciosidade.


Obrigado, Paulo! 
Espero receber mais materiais dos leitores, especialmente fotografias antigas, para incrementar nosso blog.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Giovani Boro (João Borro)



Giovani Boro foi renomeado João Borro, quando chegou ao Brasil em 23/04/1888 com 3 anos de idade. Foi o terceiro filho de Stéfano Boro e de dona Angela Urban. Nasceu em Cavazuccherina (Itália) a 25/06/1884. Casou-se em Sertãozinho (SP) a 28/12/1906, com Ana Garcia, sendo o ato celebrado no religioso pelo Revmo. Pe. Macario Monteiro, servindo de testemunhas José de Campos e Oscar Bonilha. Teve de sua mulher os 13 filhos seguintes:


1. Getúlio Borro, casou-se com Margarida Bressan, com geração;


2. Gilberto Borro, casou-se com Aida Tibiriçá, com geração;


3. Amanda Borro, falecida na infância;


4. Genoud Borro (meu avô materno), casado com Maria Baptista de Souza, com geração;


5. Gabriel Garcia Borro, falecido na infância;


6. Gentil Garcia Borro, falecido com 7 anos incompletos;


7. Gessner Borro, falecido santamente como congregado mariano aos 20 anos de idade;


8. Maria Aparecida Borro, casou-se com Dermeval Graziani, com geração;


9. Gentil Garcia Borro, irmão leigo da Cia de Jesus em Nova Friburgo e depois administrador do Colégio Pio-Brasiliano em Roma/Itália;


10. Lourdes Garcia Borro, casou-se Torquato Rodrigues, com geração;


11. Maria Mont`Serrat Garcia Borro, casou-se com José Ferreira Gonçalves, com geração;


12. Maria Imaculada Garcia Borrocasou-se Válter Biondo, com geração;


13. Ana Garcia Borrocasou-se Esmeraldo Prado, com geração.


Residia com seus pais no município de Caorle, província de Venezia. Em 14/03/1888, seu tio mais velho, Antonio Boro, conseguiu passaporte em Portogruaro para 14 pessoas da família, entre os quais se contava, além do requerente, o sobrinho João, os pais deste e o outro filho mais velho, Valentim. E a 23/03/1888, pelo vapor Napoli, embarcavam todos em Genova com destino a Santos, no Brasil, tendo chegado a São Paulo a 23 de abril de 1888, como tudo se na genealogia dos Borro. Do exposto porém se verifica que João chegou ao Brasil com menos de 4 anos de idade e em outubro de 1943 residiu a rua 15 de novembro 13-60 até o seu falecimento.


(Este post, bem como os demais da árvore genealógica até aqui publicados, são fruto de um valioso trabalho de pesquisa do meu tio-avô Gilberto, feito por volta de 1943 e que procurarei atualizar com a ajuda de vocês)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pedro Boro



Pedro Boro é o quinto filho de Giácomo Boro e imigrou para o Brasil com seus irmãos e mãe em 1888.
Casou-se duas vezes, primeiro com Angela Moschino e posteriormente com Palmira Buratti, com quem teve 5 filhos:


1. Mário Borro, casado com Maria Aparecida, com geração: Lourival (nascido em Guaxupé/MG);


2. José Borro,  com geração: Eunice, Olívia, Zoraide e Márcia.


3. Amadeu Borro, com geração: Norival e Nélson;


4. Pedro Borro, com geração: Therezinha, Rubens e Fátima;


5. Ernesto Borro, com geração.


(informações passadas por seu neto Lourival Borro)



Stéfano Boro



Stéfano Boro quarto filho de Giácomo Boro e de d. Maria Vicentin, nasceu em Cavazzucherina, na época território do império austro-húngaro, em 26/12/1853. Faleceu em Bauru, estado de São Paulo, em 30/10/1932.
Casou-se com Angela Urban, esta da familia Urban, da Itália, filha mais velha de Giovanni Urban e de D. Ana Verago. Nasceu em Grizolera, Itália, em 22/03/1857 e falecida em 11/03/1948 em Bauru/SP. Teve seis irmãos: Domingos, Ângelo, Maria, as gêmeas Isabel e Amábile e a caçula Rosa, falecida na infância.
Casaram-se na Itália, provavelmente em Caorle, província de Venezia, onde residiam quando imigraram para o Brasil em 1888, com dois filhos e mais 10 parentes. 
Tiveram juntos oito filhos:

1. Giovani Boro, falecido aos 3 anos na Itália;

2. Valentim Boro, casado com Francisca Cadamurro no Brasil, com geração;

3. Giovani Boro (renomeado João Borro quando chegou ao Brasil aos 4 anos), nascido em 25/06/1884 em Cavazuccherina, casado com Ana Garcia no Brasil, com geração (ver post próprio);

4. Úrsula Borro, brasileira, casada com Gemiliano Volpe, com geração;

5. Rosa Borro, falecida na infância;

6. Rosa Borro; brasileira, casada com Antônio Bento da SIlva, com geração;

7. Luiz Borro, brasileiro, casado com Adelaide Rebelato, com geração;


8. Eugênio Borro, brasileiro, casado com Rosa Pirondi, com geração (lendária figura da classe dos motoristas, foi presidente do Sindicato dos Motoristas de Bauru no final da década de 1950 e dá nome a uma rua da cidade).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cavazuccherina



A cidade de Cavazuccherina, na província de Venezia, na Itália é o berço dos Boro que partiram para o Brasil em 1888.
Surgiu como Equilium por volta do século VI ou VII dC, para abrigar em segurança os habitantes de Oderzo e Pádova, invadidas pelos bárbaros visigodos. 
O nome Equilium vem de "cidade dos cavalos", pois era a região onde eram criados os cavalos de Veneza. Com o tempo, por conta de sucessivos erros de escrita, o nome foi mudando de Equilo, Esulo, Lesulo, Jexulo, Jexollo, Jesolum até fixar-se como Jesolo. Por volta de 1500, adotou-se o nome de Cavazuccherina, derivada de um canal aberto para a passagem de embarcações em 1499, cava (canal) e do nome do seu construtor Alvisi Zucharin (zuccherina). A partir de 1930 a cidade voltou a se chamar Jesolo.
Por toda a Alta Idade Média, Equilium firmou-se como uma das mais importantes cidades da Lagoa de Veneza. Mas a partir do século IX, uma série de desastres ambientais e políticos faz a cidade declinar rapidamente, tanto que, ao final do século XV, Jesolo estava quase desabitada, reduzida a umas poucas casas.




A recuperação veio exatamente a partir da construção do canal ligando o litoral ao nordeste e dos interesses do nobre veneziano Soranzo, dono de muitas terras na região, que bancou a construção de uma igreja no local.
Com a conquista de Veneza por Napoleão em 1807, Cavazuccherina tornou-se independente. Em confronto com Napoleão, os austríacos fizeram um consórcio para retomar o desenvolvimento da região, melhorando as áreas da lagoa, então reduzida a um pântano.
De então até 1866, com a Terceira Guerra da Independência, o Vêneto e Mantova faziam parte do Império Austro-Húngaro, sendo então anexados ao Reino da Itália. 
(Nota: é exatamente neste período que nasceram nossos ancestrais Giacomo Boro, Maria Vicentin e também seus filhos, todos, portanto, de nacionalidade austríaca)
Durante a primeira grande guerra - os Boro já haviam imigrado -, a cidade teve que ser evacuada, pois em virtude do alagamento da região, a malária e a gripe espanhola se espalharam, dizimando a população e acabando de vez com o controle dos austríacos. 
Imediatamente após a guerra, começa a recuperação, com a promoção da agricultura local.
Em 1930 a cidade volta a se chamar Jesolo e em 1936 começam a se instalar os primeiros hotéis de veraneio, despertando a vocação turística da região, que hoje concentra alguns dos mais importantes resorts de praia da Itália.
Por sua posição geográfica, a partir dos anos 1980, Jesolo tornou-se porta de entrada de imigrantes do leste europeu, especialmente poloneses iuguslavos e romenos. 




Atualmente a cidade vive do lazer e do turismo, com dezenas de atrações turísticas, parques aquáticos, campos de golfe e grandes hotéis. No verão, sua população salta dos 24.622 habitantes para mais de 500 mil. Mas esta já é outra história...  



Giácomo Boro



Giacomo Boro é o antepassado mais longínquo dos Borro que localizei até aqui. Nascido provavelmente na década de 1820 na província de Veneza.
Casou-se com Maria Vicentin, esta da familia Vicentin, da Itália, filha de José Vicentin e de D. Beatriz Giaccheto. Nasceu em Cavazuccherina, Itália (atualmente chamada Jesolo, ao norte de Veneza), em 20/02/1824.
Tiveram juntos sete filhos:


1. Antonio Boro, casado com Celestina Gerotto, com geração;


2. Luigi Boro, casado com Augusta Vendrame, com geração;


3. N... Borro, única filha, casada com N... Basso, com geração;


4. Stefano Boro, nascido em 25/12/1853 em Cavazuccherina, casado com Angela Urban, com geração (ver post próprio);


5. Pedro Boro, casado primeiro com Angela Moschino e depois com Palmira Buratti, tendo geração só da segunda esposa (ver post próprio);


6. Eugênio Boro;


7. Augusto Boro, casado com Luiza Tondato.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os Borro no Brasil



Em 1888, os Boro residiam em Caorle, na província de Venezia, quando em 14 de março, Antonio Boro, filho mais velho de Giácomo Boro e Maria Vincentin, conseguiu na cidade de Portogruaro passaporte para 14 pessoas da família.
Já no dia 23 de março, todos embarcam no porto de Genova com direção a Santos no Brasil, onde chegariam um mês depois, em 23 de abril de 1888.


Chegaram a bordo do vapor Napoli, pertencente à companhia La Veloce, com 1.865 toneladas brutas, largura 10.82m x 91.09m comprimento (298.9 pés x 35.5 pés), uma chaminé, quatro mastros, estrutura de ferro, único eixo, velocidade máxima 11 nós, acomodação para 34 passageiro de 1ª classe e 900 passageiros da classe econômica.

Além de Antonio e sua esposa Celestina Gerotto, embarcaram sua mãe Maria Vincentin e seus irmãos Luigi, Stefano (meu tataravô, acompanhado da esposa Angela Urban e dos filhos Giovanni, meu bisavô aqui chamado de João e Valentim), Pedro, Eugênio e Augusto. Aparentemente, deixaram na Itália a irmã N. (?) Boro, já casada com N. (?) Basso.

Maria Vincentin, nascida em 20/02/1824 em Cavazuccherina, filha de Giuseppi Vicentin e dona Beatriz Giaccheto, casou-se com Giácomo Boro ainda na Itália, com quem teve sete filhos. Ela chegou ao Brasil já viúva como a matriarca dos Borro no país. 

Um detalhe importante é que ao chegar no Brasil, o sobrenome teria sido alterado de Boro para Borro, mas esta confusão parece permanecer na Itália, onde mesmo hoje os Boro e os Borro habitam as mesmas regiões, o que me faz supor que são a mesma família.

(estes dados foram colhidos pelo meu tio-avô Gilberto Borro no ano de 1943)